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Se descuidarmos, vamos passar Natal e Ano Novo em bandeira preta", alerta presidente de associação de municípios da Serra


Se descuidarmos, vamos passar Natal e Ano Novo em bandeira preta

Após a divulgação do mapa preliminar do distanciamento controlado, que mais uma vez colocou a Serra em bandeira vermelha, a Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) optou por não entrar com recurso para reverter a decisão. É a primeira vez que a entidade deixar de contestar o resultado. O motivo é o agravamento da pandemia, que por pouco não deixou a região em bandeira preta, como Bagé e Pelotas.

No mapa divulgado nesta sexta-feira (11), a Serra atingiu pontuação 2,49 no modelo de distanciamento. Se fosse 2,5, a região estaria classificada no nível mais alto de restrição. A situação obrigou a Amesne a mudar a postura diante do modelo de distanciamento. Agora, em vez de tentar reverter a bandeira vermelha, o foco é evitar o chamado "risco altíssimo". E o presidente da entidade e prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda, faz um alerta:

— Se fizermos as ações que estamos recomendando, vamos passar Natal e Ano Novo em bandeira vermelha. Se descuidarmos, vamos passar em bandeira preta. Mais três leitos de UTI ocupados e estaríamos na preta — afirma.

A opção por não encaminhar o recurso nesta semana ocorreu devido ao comportamento despreocupado da população e às baixas chances de reversão da bandeira vermelha. Breda considera, inclusive, que a decisão do Estado é a ideal para a região no momento.

— Diante do descuido geral, a bandeira vermelha serve de alerta — observa.

As festas de fim de ano em bandeira laranja não são totalmente descartadas por Breda, mas para se alcançar esse patamar, na avaliação dele, é fundamental que os municípios intensifiquem a divulgação dos cuidados. Além disso, é preciso monitorar as pessoas que testaram positivo, orientar que infectados busquem atendimento aos primeiros sintomas e preparar o sistema de saúde. 

Apesar de reconhecer o agravamento da pandemia, o presidente da Amesne também questiona a base de dados utilizada pelo governo do Estado para a definição das bandeiras. Segundo ele, há informações atrasadas, que não condizem com a realidade do momento. Por conta disso, Breda defende que a forma de decidir o nível de risco das regiões seja revista, já que cada vez mais dados se perdem no caminho.

— É importante que o Estado olhe para dados inconsistentes, que não estão batendo. No meu município teve paciente que baixou hospital, teve alta e ainda não foi contabilizado. Vai ser, mas ainda não foi. Imagina, então numa cidade como Caxias. Agora, negar a realidade não dá. Houve aumento — reconhece.



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